INTRODUÇÃO
As águas subeterrâneas constituem uma reserva inestimável de recursos hídricos, totalizando 97% da água doce do mundo.
Esse enorme depósito de água apresenta-se, de modo geral, com qualidade adequada ao consumo, dispensando qualquer tratamento.
O desenvolvimento populacional e o crescimento desordenado e não planejado das atividades econômicas, industriais, agrícolas, conduz a uma stiuação grave de poluição progressiva dos recursos hídricos superficiais, a qual obriga a tratamentos cada vez ais onerosos para sua utilização, por um lado, e por outro, a procura de mananciais afastados dos locais de consumo. A água subterrâneoa, naturalmente potável, pode ser explorada, na maioria dos casos, em aquíferos situados a menores distàncias, fato que lhe concede a grande vantagem sobre a superficial: economia na implantação das obras e na operação e manutenção, pela eliminação das instalações de potabilização e de longas adutoras.
PONTENCIALIDADES BRASILEIRAS
No Brasil, as melhores rochas aquíferas ocupam cerca de 60% do território nacional. São representados por sedimentos, ou misturas em proporções varidas, de arenitos, siltitos e argilas, formando extensas camadas ou intercalações. Os poços já perfurados netses domínios tem proporcionado vazões que variam de algumas dezenas até várias centenas de metros cúbicos por hora.
Caso à parte, ocorre no Sudoeste de São Paulo, oeste do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde as rochas aquíferas são representadas por rochas basáticas, originadas por um grande derrame magmático. Os poços nessas condições produzem vazões de alguns metros cúbicos a várias centenas de metros cúbicos por hora, sempre relacionados a fraturas, zonas de disjunção e a zonas amigdalóides/vesiculares.
No restante do país, predominam as rochas cristalinas. Nesta rochas, as condições aquíferas ficam restritas às zonas fraturadas e/ou muito alteradas. Os poços nestas condições tem logrados vazões que variam de alguns até uma centena de metros cúbicos por hora.
Nossas reservas de água subterrânea, situadas até as profundidades máximas de 100m nas bacias sedimentares e até 10mm nos domínios de rochas cristalinas, são avaliadas em cerca de 1.661km3.
EXPLORAÇÃO DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS NO BRASIL
Acredita-se que a água suterrânea venha sendo explorada no Brasil desde o século XIX, quando foi construído o primeiro poço tubular no Ceará, com recursos fornecidos pelo imperador D. Pedro II, de acordo com informações existentes.
Daquela época até os dias atuais, as águas subterrâneas tem aumentado gradativamente sua importância nas atividades dos brasileiros, sendo hoje utilizadas para uma gama enorme de finalidades: abastecimento público/doméstico; industrial; agro-rural; hospitaisç lazer; irrigação, etc;
Hoje 70% das comunidades brasileiras são abastecidas em parte ou totalmente através de poços tubulares.
Também outros segmentos demandaram esse recurso providenciando seu incremento, hoje substancial para indústrias (95% das indústrias do Estado de São Paulo).
Estima-se que cerca de 100.000 poços se encontram em uso atualmente. As estatísticas, embora incompletas, revelam que nos últimos 15 anos se perfurou no país o equivalente a todo o período anterior.
Apesar de o volume de água subterrânea reservada ser substancialmente superior aos recursos superificiais (20/30 vezes), responde somente por 15 a 20% do volume de agua consumida para todos os fins.
POTENCIALIDADES MÉDIAS DE AGUAS SUBTERRÂNEA NO BRASIL
Segundo Rebouças, 1978.
Créditos: Texto de Carlos Eduardo Quaglia Giampá (adaptado)